COMOFAS (ou: “delírios incessantes de uma mente descompassada”)

É preciso baixar as expectativas, pra não cair do cavalo, mas esperar pouco é se contentar com menos e ~emanar~ pobreza pro universo, então os sonhos devem sempre ser grandes. É preciso ter leveza, e saber seguir a vida sem pressões, porém sempre ter foco porque a vida passa rápido e se você não tiver objetivos, vai se perder e ficar vagando ao léu.

OU SEJA, que bosta.

É preciso ser coisas tão contraditórias que é basicamente impossível saber qual usar em qual momento e se você for como eu (pro seu bem: não seja!), vai ficar passeando por aí no bonde da dúvida, agindo de forma totalmente inadequada, deixando de agir quando deveria tentar, tentando quando deveria calar, calando quando deveria berrar…

Pensamento na esteira (ou: “sai de mim, exu sem luz”)

O que me irrita mais quando esses pensamentos me tomam de assalto- porque sim, na maior parte das vezes estou muito bem sussa, tacando o foda-se e moving on- é que eu nunca vou a) saber b) consertar. Não dá mais. Nem pra tirar satisfações, nem pra me irritar, nem pra fazer escândalo, nem pra me vingar, pra nada. NADA. Engoli o maior sapo já engolido e ainda ter que ficar quieta é tão demais pra mim que tem hora que me sinto implodindo, de ódio, de nojo, de injustiça…Um saco.

Os cenários da minha cabeça são os piores possíveis, tão humilhantes que eu sinto vergonha por cada episódio em que eu, totalmente sem noção do que ocorria, fui ser toda simpática e contente desfilando por aí. Anta.

Se eu pudesse, juro que tiraria tudo a limpo, mas what’s the point? Gente que não se importa quando deveria, não vai se importar depois de tanto tempo. Gente sem caráter não adquire um tão rápido- talvez não adquira nunca. Gente podre sempre vai ser podre.

Aprendi tudo na prática.

Batendo a cabeça:

– O seu problema é que você quer que tudo caia do céu.

(revira os olhos) – Isso eu já sei.

– E não vai cair.

(bufa) – Eu sei disso, também.

– Não adianta você querer que as coisas se resolvam sozinhas, independente de você.

– Eu sei disso, eu sei de tudo o que você está falando, que saco, quando você vai começar a falar coisas úteis?

– Esperar que eu fale “coisas úteis” é esperar que a resposta caia do céu. Nada cai do céu, sabia?

 

Agora eu acho que sei.

heartache

“- Hoje eu vi o chinelo virado, sabe, com a sola pra cima… Fui na hora desvirar aí pensei, pra quê? Minha mãe já morreu! Me deu um negócio tão ruim…”

Em mim também, mãe… Em mim também.

Distraídos venceremos (ou: “calma que uma hora vai”)

“believe it or not
this very if
is everything you got”

Paulo Leminski

Eu penso uma série de coisas bobas, sabe? Coisas que jamais poderei falar, são coisas pra serem escritas, coisas pra serem sentidas… talvez por isso eu queira tanto (de novo, depois de um tempo) fazer essa tal tatuagem que no fim provavelmente eu não vá fazer: pra escrever. Na pele, pra sempre, marcado- e que bobagem marcar eternamente (ou enquanto durarem os estoques de eu nesse mundo bobo) uma coisa tão efêmera, tão passageira, tão boba- igual a essa vontade que dá e que passa de fazer uma tatuagem ou de falar ou de escrever, ou…

Hoje eu acordei- mesmo sabendo que é outra bobagem agir como se a gente acordasse um dia e “plim“, nunca é plim, cada passo torto nessa vida torta me trouxe até aqui- e decidi que o ano na verdade é do plantio…Dessa vez é pra começar, mesmo, e eu já comecei algumas coisas e alguns planos, nesse ano que esqueci definitivamente um amor, que vou terminar uma pós, que pretendo botar a cara pra bater e ir atrás do que eu quero mesmo sem ter certeza de nada (algum dia vou ter certeza de alguma coisa?!)… É tão poético se sentir assim! Mesmo eu não gostando muito de poesia ou conhecendo minha natureza tão poliana quanto desistente, mesmo sabendo que tudo passa-ou talvez por isso!

(mesmo não sabendo terminar frases, nem textos…)

 

 

 

Promoção do ano (ou: “cartão de crédito é coisa do demônio”)

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Não importa se você só sai ultimamente pra ir em barzinhos (ok, barziNHO, singular, o mesmo de sempre toda vez), se seu contato com seres do sexo oposto no geral se resume ao seu pai e os namorados das suas amigas (com participação ocasional de namorados de outras pessoas), se você mora numa cidade pequena e tediosa sem nada pra fazer. Não. O que importa é que sua loja de bijuteria preferida tava com 50% de promoção e você fez o seu cartão de crédito chorar, gastando nele muito mais do que você poderia, comprando coisas que você não vai ter onde usar.

Muito bem, Flávia, parabéns.

Bússola kd (ou: “Newton estava certo”)

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O mais chato de estar totalmente perdida é a sensação de cansaço. Pelo menos pra mim, é o que mais dói, junto com a aflição e a pressão é se sentir arrastando correntes tão pesadas que qualquer passinho é lento e arrastado e quase impossível… Sim, um corpo em repouso tende à permanecer em repouso e se só eu posso me empurrar daqui tô fudida, porque o desânimo tomou conta de tudo e simplesmente NÃO DÁ. Todas as opções são impossíveis e fora da minha realidade e a minha vontade é simplesmente virar pro lado e dormir, até acordar magicamente sabendo o que eu quero e como alcançar.

Amarelão mental, quem curte.

O PROBLEMA é: não posso mais. Não posso porque são mais de 3 anos brincando de fundo do poço e cavando e não tem graça, não é mais bonitinho ou divertido, eu sou ADULTA (não parece muito,mas sou) e cansa só envelhecer,mas nunca crescer… Cansa ver todo mundo alcançando objetivos e eu aqui… Cansa não querer nada, não ter nenhuma paixão… Outro dia ouvi um moço dizendo o quanto  tem coisas pra alcançar e gostaria de abraçar o mundo, e sofre por não ter tempo de fazer tudo e eu só aqui imaginando todo tempo que eu deixo escorrer lentamente todo dia sem fazer nada de útil com ele! Eu queria tanto querer abraçar ao mundo! E sim, o mimimi também é idiota e sem propósito, eu sei, e eu vou buscar uma ajuda em breve, também, mas às vezes o aperto é tão grande que eu sinto que eu vou explodir de tanto nada, de tanto vazio!

É…meus planos são mesmo virar um unicórnio.

Lei do equívoco:

Se pessoas cujas opiniões normalmente eu me oponho fortemente começam a concordar com a mesma coisa que eu, eu estou concordando com a coisa errada.

Medo.

(OBS: Sim, muito teria pra falar sobre as manifestações e todos os seus desdobramentos,mas ainda tô caçando o embasamento- e pensando se não é melhor eu manter o blog pros meus ataques de umbiguismo… Não manjo como gostaria [vergonha pros profs, eu sei, ME PERDOA, ACADEMIA!] e nem tenho a articulação que deveria, então fico com a dica do ET Bilu pra todos: BUSQUEM O CONHECIMENTO. Pesquisar bastante e pensar antes de abrir o bocão é sempre mais útil e traz discussões mais saudáveis. E é isso que continuarei fazendo.)

Vem quicando, Santo Antônio (ou: pensamentos aleatórios sobre o dia dos namorados)

Pra uma pessoa que em 26 anos nunca teve um dia dos namorados especial, seja por estar solteira, seja por estar namorando à distância ou brigada com o respectivo, devo dizer que a comemoração tá bem longe da lista das favoritas, perdendo inclusive pras menos celebradas Tiradentes e Corpus Christi (que não são convertidas em presentes, mas trazem feriados delícia). Aliás, dia dos namorados só não vai junto com o Dia da Árvore pra lista dos completamente irrelevantes porque a) em todo canto tem alguém te lembrando que é dia dos namorados (lado ruim) b) Pode ser que ao longo da vida eu entre no bonde das comemorantes e passe linda e faceira esfregando meu buquê de flor na cara da sociedade (lado bom).

Não que eu discorde do papo clichê de ser uma data comercial meio vazia (porque é), nem que não possa usar o momento pra analisar como a sociedade dá valor ao fato de você (você mulher, claro!) ter alguém pra chamar de ~seu~ (se não tiver é coitada, é encalhada, foi piriguete o ano todo e agora não pode querer encontrar seu príncipe, já que é rodada), porque posso- e já fiz, aliás, discutindo cazamiga o motivo de ser tão supostamente degradante não ter a presença de um homem te querendo- como namorada, né…querer só pegar não conta. Essas questões estão sempre em voga aí, nessa selva louca de pensamentos que é meu cérebro (bêjo, Lorelai!). Só que além disso tudo, eu sou uma puta duma Polliana, que quer acreditar que mesmo no meio das comemorações falsas de facebook (declaração de amor apesar de ter traído a namorada pouco tempo antes…estamos de olho, hein?), mesmo com o comodismo e a intolerância, mesmo com a falsidade e os muros altos, bem altos, ainda há uma esperança. Não de me adequar, nem de ser validada, nem de encontrar qualquer tipo de sentido que eu seja incapaz de conseguir sozinha, nada disso…mas a certeza de que a próxima vez que eu comemorar (não necessariamente na data que “mandam”), vai ser com toda a leveza, companheirismo, confiança e todo o combo que eu decidi que eu quero! E como sei que muita gente já encontrou, o meu desejo com todo carinho e sem nenhum recalque (eu juro!): Feliz dia dos namorados! =)