Eu sinto arroubos de felicidade muito esquisitos, sabe? Muito.

De repente estou lendo um livro qualquer com uma menina qualquer e eu fico bem feliz e quero levantar e rodar e dar risada e abraçar pessoas. E fico feliz que daqui a pouco vou almoçar e é uma comida que eu gosto com uma Coca-cola gelada e sinto vontade de rodopiar por isso. E sinto vontade de rir mesmo que minha cabeça ainda doa um pouco só de lembrar que ontem ela doía MUITO e isso passou.
Ao mesmo tempo, eu sinto raivas enormes.
Raivas que surgem e eu não entendo. Raivas gigantescas porque as pessoas me irritam por existir, raiva porque minha dor nunca sara, raiva porque o celular tá travando e o carro não pega.
Cada vez mais eu percebo, meu deus, que tanto faz. E tanto faz do melhor jeito possível, sabe? Não importa quão triste eu esteja agora ou quão infeliz eu me sinta ou quão gigantesco meus problemas pareçam ou quão clichê seja esse texto com conclusões que qualquer um já chegou pelo menos quinhentas vezes na vida, e que não vão importar porcaria nenhuma durante os problemas ou as alegrias ou as tristezas. Tanto faz esse meu arroubo de felicidade de cinco minutos que veja você, já passou. Às vezes acho que vou cair no niilismo, mas acho que sou otimista (ou acomodada?) demais pra isso. A questão não é nem essa,sabe? A questão é que toda vez que eu to com medo e ponderando e questionando se vai dar certo eu me pergunto mesmo de coraçao será que importa?
Cada vez mais eu acho que não.
(E que tudo bem!)
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