Hoje eu sonhei com você. Eu estava em um lugar estranho e antes de chegar me perguntei se você estaria lá pra eu me acompanhar, mesmo eu não tendo pedido. Lembro de te procurar, esperançosa pero no mucho, e te encontrar em um canto sentado em um sofá velho me esperando.
Já tive muitos desses sonhos, com personagens diferentes. Aqueles sonhos fofinhos em que a pessoa é tão legal e preocupada que dá até um quentinho no coração e você acorda mais contente. Mas toda vez eu acordava e lembrava que não, a pessoa não era assim na vida real e chacoalhava a cabeça afastando o sonho com um”pfff, isso jamais aconteceria”.
Dessa vez eu soube que sim, isso aconteceria sim. Consigo te ver direitinho me esperando, sem eu pedir, pra me ver mais feliz.
A vida é tão engraçada!

Eu sinto arroubos de felicidade muito esquisitos, sabe? Muito.

De repente estou lendo um livro qualquer com uma menina qualquer e eu fico bem feliz e quero levantar e rodar e dar risada e abraçar pessoas. E fico feliz que daqui a pouco vou almoçar e é uma comida que eu gosto com uma Coca-cola gelada e sinto vontade de rodopiar por isso. E sinto vontade de rir mesmo que minha cabeça ainda doa um pouco só de lembrar que ontem ela doía MUITO e isso passou.
Ao mesmo tempo, eu sinto raivas enormes.
Raivas que surgem e eu não entendo. Raivas gigantescas porque as pessoas me irritam por existir, raiva porque minha dor nunca sara, raiva porque o celular tá travando e o carro não pega.
Cada vez mais eu percebo, meu deus, que tanto faz. E tanto faz do melhor jeito possível, sabe? Não importa quão triste eu esteja agora ou quão infeliz eu me sinta ou quão gigantesco meus problemas pareçam ou quão clichê seja esse texto com conclusões que qualquer um já chegou pelo menos quinhentas vezes na vida, e que não vão importar porcaria nenhuma durante os problemas ou as alegrias ou as tristezas. Tanto faz esse meu arroubo de felicidade de cinco minutos que veja você, já passou. Às vezes acho que vou cair no niilismo, mas acho que sou otimista (ou acomodada?) demais pra isso. A questão não é nem essa,sabe? A questão é que toda vez que eu to com medo e ponderando e questionando se vai dar certo eu me pergunto mesmo de coraçao será que importa?
Cada vez mais eu acho que não.
(E que tudo bem!)