Flor Roxa

São coisinhas tão pequenas, sabe? Tipo quando ele escolheu sentar do meu lado no restaurante ao invés de sentar na frente, porque queria ficar mais perto…

Tipo quando eu fiquei o dia inteiro pensando nisso com um sorriso bobo nos lábios.

É, me fudi.

(O cinismo/ experiencia/ trauma/realismo não me deixam esquecer que this too shall pass… Mas será que enquanto não passa eu posso aproveitar?)

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Ano novo, de novo.

Adoro promessas de Ano Novo. Adoro escrever todas as resoluções, mesmo que elas sejam iguais as do(s!) ano (s!) passado (s!), adoro acreditar que tudo vai mudar a partir do primeiro dia do ano (hm, ok, da primeira segunda-feira, vai!) e que todos os meus projetos sairão do papel finalmente e eu terminarei 2015 muito magra, sarada, saudável e com dinheiro na poupança, mesmo depois de ter feito altas viagens maravilhosas cazamiga. Só que dessa vez, pela primeira vez em um bom tempo, eu tive mais vontade de focar na retrospectiva do que nos planos do futuro…Porque terminei o ano satisfeita, apesar de tudo. Porque terminei orgulhosa da minha trajetória. Porque esse ano que está vindo tem tudo pra ser ainda melhor!

2013 terminou como o ano do plantio, e foi isso mesmo. Em 2014 eu colhi! Saí de um emprego que não me acrescentava nada e entrei em um em que aprendo coisas novas a cada dia, cercada de pessoas que eu gosto muito e me fazem bem. Encontrei uma carreira (meu Deus, FINALMENTE!) e tirei a pedra gigante que pesava no meu peito e me deixava com a certeza de completa inadequação eterna- ri sozinha quando percebi que essa resolução de ano novo que fez parte da minha lista sempre em primeiro lugar durante quatro anos (“descobrir o que vou fazer da minha vida!”) não esteve na desse ano e talvez nunca mais volte, pelo menos não dessa maneira tão opressora.

Descobri que mesmo gostando muito de alguém, a minha (péssima!) experiência no campo amoroso realmente me ensinou algo e os tempos de arrastar corrente se foram. Não, não é fácil e não me tornei uma pessoa insensível, mas apesar de até ter insistido um pouquinho mais do que deveria consegui me desvencilhar sem grandes dores e sofrimentos. Doer até dói, mas passa mesmo e essa foi a lição mais bonita que eu aprendi.

Levei rasteiras de gente que eu não esperava e amarguei a decepção, mas consegui afasta-las da minha vida sem grandes remorsos. Descobri que não tem mais lugar perto de mim para o que não me faz bem e quero carregar essa atitude para sempre.

Me apaixonei de novo e mesmo contra todas as probabilidades, sigo esse caminho sem nem saber pra onde vai…e estou adorando.

Foi um bom ano, que terminou me deixando com a vontade de continuar em frente, buscando alcançar cada vez mais objetivos. E vamo que vamo!

Tchau 2014, chega mais, 2015!