Pensamento na esteira (ou: “sai de mim, exu sem luz”)

O que me irrita mais quando esses pensamentos me tomam de assalto- porque sim, na maior parte das vezes estou muito bem sussa, tacando o foda-se e moving on- é que eu nunca vou a) saber b) consertar. Não dá mais. Nem pra tirar satisfações, nem pra me irritar, nem pra fazer escândalo, nem pra me vingar, pra nada. NADA. Engoli o maior sapo já engolido e ainda ter que ficar quieta é tão demais pra mim que tem hora que me sinto implodindo, de ódio, de nojo, de injustiça…Um saco.

Os cenários da minha cabeça são os piores possíveis, tão humilhantes que eu sinto vergonha por cada episódio em que eu, totalmente sem noção do que ocorria, fui ser toda simpática e contente desfilando por aí. Anta.

Se eu pudesse, juro que tiraria tudo a limpo, mas what’s the point? Gente que não se importa quando deveria, não vai se importar depois de tanto tempo. Gente sem caráter não adquire um tão rápido- talvez não adquira nunca. Gente podre sempre vai ser podre.

Aprendi tudo na prática.

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