heartache

“- Hoje eu vi o chinelo virado, sabe, com a sola pra cima… Fui na hora desvirar aí pensei, pra quê? Minha mãe já morreu! Me deu um negócio tão ruim…”

Em mim também, mãe… Em mim também.

Distraídos venceremos (ou: “calma que uma hora vai”)

“believe it or not
this very if
is everything you got”

Paulo Leminski

Eu penso uma série de coisas bobas, sabe? Coisas que jamais poderei falar, são coisas pra serem escritas, coisas pra serem sentidas… talvez por isso eu queira tanto (de novo, depois de um tempo) fazer essa tal tatuagem que no fim provavelmente eu não vá fazer: pra escrever. Na pele, pra sempre, marcado- e que bobagem marcar eternamente (ou enquanto durarem os estoques de eu nesse mundo bobo) uma coisa tão efêmera, tão passageira, tão boba- igual a essa vontade que dá e que passa de fazer uma tatuagem ou de falar ou de escrever, ou…

Hoje eu acordei- mesmo sabendo que é outra bobagem agir como se a gente acordasse um dia e “plim“, nunca é plim, cada passo torto nessa vida torta me trouxe até aqui- e decidi que o ano na verdade é do plantio…Dessa vez é pra começar, mesmo, e eu já comecei algumas coisas e alguns planos, nesse ano que esqueci definitivamente um amor, que vou terminar uma pós, que pretendo botar a cara pra bater e ir atrás do que eu quero mesmo sem ter certeza de nada (algum dia vou ter certeza de alguma coisa?!)… É tão poético se sentir assim! Mesmo eu não gostando muito de poesia ou conhecendo minha natureza tão poliana quanto desistente, mesmo sabendo que tudo passa-ou talvez por isso!

(mesmo não sabendo terminar frases, nem textos…)