Promoção do ano (ou: “cartão de crédito é coisa do demônio”)

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Não importa se você só sai ultimamente pra ir em barzinhos (ok, barziNHO, singular, o mesmo de sempre toda vez), se seu contato com seres do sexo oposto no geral se resume ao seu pai e os namorados das suas amigas (com participação ocasional de namorados de outras pessoas), se você mora numa cidade pequena e tediosa sem nada pra fazer. Não. O que importa é que sua loja de bijuteria preferida tava com 50% de promoção e você fez o seu cartão de crédito chorar, gastando nele muito mais do que você poderia, comprando coisas que você não vai ter onde usar.

Muito bem, Flávia, parabéns.

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Bússola kd (ou: “Newton estava certo”)

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O mais chato de estar totalmente perdida é a sensação de cansaço. Pelo menos pra mim, é o que mais dói, junto com a aflição e a pressão é se sentir arrastando correntes tão pesadas que qualquer passinho é lento e arrastado e quase impossível… Sim, um corpo em repouso tende à permanecer em repouso e se só eu posso me empurrar daqui tô fudida, porque o desânimo tomou conta de tudo e simplesmente NÃO DÁ. Todas as opções são impossíveis e fora da minha realidade e a minha vontade é simplesmente virar pro lado e dormir, até acordar magicamente sabendo o que eu quero e como alcançar.

Amarelão mental, quem curte.

O PROBLEMA é: não posso mais. Não posso porque são mais de 3 anos brincando de fundo do poço e cavando e não tem graça, não é mais bonitinho ou divertido, eu sou ADULTA (não parece muito,mas sou) e cansa só envelhecer,mas nunca crescer… Cansa ver todo mundo alcançando objetivos e eu aqui… Cansa não querer nada, não ter nenhuma paixão… Outro dia ouvi um moço dizendo o quanto  tem coisas pra alcançar e gostaria de abraçar o mundo, e sofre por não ter tempo de fazer tudo e eu só aqui imaginando todo tempo que eu deixo escorrer lentamente todo dia sem fazer nada de útil com ele! Eu queria tanto querer abraçar ao mundo! E sim, o mimimi também é idiota e sem propósito, eu sei, e eu vou buscar uma ajuda em breve, também, mas às vezes o aperto é tão grande que eu sinto que eu vou explodir de tanto nada, de tanto vazio!

É…meus planos são mesmo virar um unicórnio.

Lei do equívoco:

Se pessoas cujas opiniões normalmente eu me oponho fortemente começam a concordar com a mesma coisa que eu, eu estou concordando com a coisa errada.

Medo.

(OBS: Sim, muito teria pra falar sobre as manifestações e todos os seus desdobramentos,mas ainda tô caçando o embasamento- e pensando se não é melhor eu manter o blog pros meus ataques de umbiguismo… Não manjo como gostaria [vergonha pros profs, eu sei, ME PERDOA, ACADEMIA!] e nem tenho a articulação que deveria, então fico com a dica do ET Bilu pra todos: BUSQUEM O CONHECIMENTO. Pesquisar bastante e pensar antes de abrir o bocão é sempre mais útil e traz discussões mais saudáveis. E é isso que continuarei fazendo.)

Vem quicando, Santo Antônio (ou: pensamentos aleatórios sobre o dia dos namorados)

Pra uma pessoa que em 26 anos nunca teve um dia dos namorados especial, seja por estar solteira, seja por estar namorando à distância ou brigada com o respectivo, devo dizer que a comemoração tá bem longe da lista das favoritas, perdendo inclusive pras menos celebradas Tiradentes e Corpus Christi (que não são convertidas em presentes, mas trazem feriados delícia). Aliás, dia dos namorados só não vai junto com o Dia da Árvore pra lista dos completamente irrelevantes porque a) em todo canto tem alguém te lembrando que é dia dos namorados (lado ruim) b) Pode ser que ao longo da vida eu entre no bonde das comemorantes e passe linda e faceira esfregando meu buquê de flor na cara da sociedade (lado bom).

Não que eu discorde do papo clichê de ser uma data comercial meio vazia (porque é), nem que não possa usar o momento pra analisar como a sociedade dá valor ao fato de você (você mulher, claro!) ter alguém pra chamar de ~seu~ (se não tiver é coitada, é encalhada, foi piriguete o ano todo e agora não pode querer encontrar seu príncipe, já que é rodada), porque posso- e já fiz, aliás, discutindo cazamiga o motivo de ser tão supostamente degradante não ter a presença de um homem te querendo- como namorada, né…querer só pegar não conta. Essas questões estão sempre em voga aí, nessa selva louca de pensamentos que é meu cérebro (bêjo, Lorelai!). Só que além disso tudo, eu sou uma puta duma Polliana, que quer acreditar que mesmo no meio das comemorações falsas de facebook (declaração de amor apesar de ter traído a namorada pouco tempo antes…estamos de olho, hein?), mesmo com o comodismo e a intolerância, mesmo com a falsidade e os muros altos, bem altos, ainda há uma esperança. Não de me adequar, nem de ser validada, nem de encontrar qualquer tipo de sentido que eu seja incapaz de conseguir sozinha, nada disso…mas a certeza de que a próxima vez que eu comemorar (não necessariamente na data que “mandam”), vai ser com toda a leveza, companheirismo, confiança e todo o combo que eu decidi que eu quero! E como sei que muita gente já encontrou, o meu desejo com todo carinho e sem nenhum recalque (eu juro!): Feliz dia dos namorados! =)