Semi-estranhos íntimos, com inibições.

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Socially awkward penguin c’est moi!

Sabe quando a pessoa vai lá e te convida pra alguma coisa meio na brincadeira e você super aceita, também meio na brincadeira e no fim das contas você não sabe se no fundo ela tava falando sério (como você,quando aceitou) ou se era zueira? E aí o convite é pro fim de semana e hoje é quinta e você AINDA não tem certeza, mas tá morrendo de vergonha de chegar “ow, e aí, você me convidou mesmo?” porque isso parece muito desesperado?

Sério, inabilidade social completa.

Gostaria muito que as pessoas com inteligencia emocional nesses assuntos escrevessem um manual de instruções, porque é bem difícil lidar com gente próxima o suficiente pra te fazer convites desses mas distante o suficiente pra eu não ter coragem de perguntar qualéquié.

Argh.

Compartilhando…

E já que maturidade é o meu forte e compartilhar é minha essência (que lindo isso!), eis O MELHOR gif já encontrado nesse mundão internético. Nada melhor pra encerrar discussões (de forma nem um pouco madura, claro, mas pfv, você tá discutindo pela internet, poucas coisas são mais imaturas que isso, get over it)

 

 

Se você não se emocionou com isso, apenas sinto por você

 

Coisas que não mudam

E aí você tenta ser uma pessoa adulta, madura, bota calça social, faz um coque alto, passa rímel, vai trabalhar… e na hora do intervalo se suja ao comer chocolate.

 

26 anos, sabe. 26 anos e tem que passar o resto do expediente de blusa porque babou na camisa branca.

 

Muito  bem.

Feministando até o chão ou “O bonde das revoltadas”

obama

Até o Obama no bonde…

 

Como muitas pessoas (creio que a esmagadora maioria, infelizmente!) eu não nasci feminista. Nasci e cresci acreditando em respeito, sendo ensinada sobre igualdade, em uma casa na qual o pai nem sempre era o provedor absoluto e que a mãe trabalhava fora e era totalmente independente. Cresci ao lado de uma avó corajosa que se divorciou em uma época em que isso era malvisto e de tias “solteironas” que viviam muito bem, obrigada, e não faziam questão NENHUMA de casar. Convivi desde cedo com mulheres bem sucedidas e fortes e fodas o suficiente pra eu nunca pensar seriamente em feminismo, e viver naquele limbo de ignorância na qual feminismo era o contrário do machismo e o que eu queria mesmo era igualdade. Bobagem: feminismo É igualdade. E eu só fui aprender isso na faculdade, depois de muitos anos tendo certeza de que ser mulher não era ruim assim, que estávamos em um terreno nivelado, que toda essa luta era ~exagerada~… Ah, como eu era inocente!

Se descobrir feminista é doloroso, porque de repente você começa a se tocar que não, o terreno não é nivelado. Que mesmo aqui na minha bolha sendo branca de classe média formada e pós graduada, na qual eu guardo uma infinidade de privilégios, eu vou ser julgada/ controlada/ coibida única e exclusivamente devido ao meu gênero. Que se pra mim é difícil, pra quem junta ao preconceito de gênero o de cor e o de sexualidade, fica tudo ainda pior. Que algumas pessoas com as quais eu converso e convivo concordam fortemente com idéias ofensivas, que colocam a mim e as outras mulheres em uma situação subalterna, mesmo sem perceber quão violento isso é.

O machismo tá aí, fora e dentro de mim. Está fora quando alguém de quem eu gosto justifica um estupro dizendo que “a menina não prestava, dava pra todo mundo”, está dentro quando eu desmereço outra mulher a chamando de vadia, por ter condutas sexuais das quais eu discordo. Não é fácil combater o machismo, porque eu cresci com ele. Eu vejo ele na tv, nas propagandas, nas revistas, vi ele nos meus contos de fadas e nos meus livros. Ele tá em mim, também. E eu luto, porque uma construção social é MUITO difícil de se destruir, e é uma vigilância constante. Estou longe, bem longe de saber tudo. Então quando eu comento sobre alguma coisa machista não é porque eu sou perfeita e nunca erro, mas porque eu acho que todo mundo tem PLENA capacidade de entender e querer uma situação melhor PRA TODOS. Porque pra mim não é possível que alguém DESEJE a desigualdade de gênero, a violência doméstica, os estupros… E eu sei que pareço uma pastora pregando e gritando VEJAM A LUZ, ACEITEM O FEMINISMO COMO SEU SALVADOR PESSOAL, mas é mais ou menos isso que eu sinto, de fato. Feminismo é salvação, liberação. Juro que é.

Eu quero viver em um mundo na qual o meu valor não esteja atrelado à roupa que eu visto, e que nenhuma vestimenta ou conduta dê o direito de qualquer pessoa me tocar sem o meu consentimento. Quero que estupro não seja visto como um “prêmio” ou como uma “consequência” ou como um “apenas um erro”, mas sim como o crime que é. Quero que homens não sintam o peso de serem os provedores infalíveis e nem das mulheres de serem supermães-donas de casa- profissionais- malhadas-e-sensuais. Que “coisas de homem” e “coisas de mulher” virem “coisas de gente” e cada um haja de acordo com seus desejos e inclinações. Eu quero muita coisa e parece tão impossível, mas não tem como não querer. Do jeito que tá, não dá.

Vem pro bonde das revoltadas você também…VEM!

Perguntinha:

Quando sua amiga diz que encontrou sua gêmea e a menina é feinha e sem graça, o que você faz:

a) chora no cantinho

b) começa uma dieta

c) planeja cortar/ pintar/ alisar o cabelo

d) cai em depressão profunda

e) marca oftalmologista pra começar a usar lente

f) TODAS AS ANTERIORES

*50 livros em um ano: A Culpa é das Estrelas*

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Ano passado minha marida perguntou se eu conseguia ler 40 livros em um ano…Nem sei da onde ela tirou esse número, mas topei e acabei 2012 com 40 livros a mais na lista de lidos. Alguns eram uma porcaria (li toda a trilogia dos 50 tons de cinza e quase tive úlceras de sofrimento!),mas outros foram ótimos, então me coloquei como meta (meio em off, pra ng pentelhar…haihauiahia) aumentar o número pra 50.

Ok que estou fazendo tudo errado, primeiro porque esse nem é meu primeiro livro do ano (já li outros 8, uns da modinha – tipo as vantagens de ser invisível e o lado bom da vida- e uns trashs aleatórios de terror), segundo porque eu sou uma porcaria em fazer resenhas, sendo que só escrevo mesmo sobre mim mesma e os meus sofreres (ê umbigão!), então nem sei muito ~analisar~ um livro… Mas como o blog é meu e eu faço o que eu quiser, HÁ!,vou dar a minha não requisitada opinião (e um link pra baixar o livro, o que sinceramente acho que vale como compensação por esse post bobo! =P)

Tá, sobre o livro: Ele conta a história da Hazel Grace, uma menina de 16 anos que tem câncer e em um grupo de apoio conhece o Augustus, de 17, também com câncer. Já no começo você já sabe mais ou menos pra onde vai a história, mas sempre se tem esperanças, né? Sem querer spoilerizar, mas chorei antes mesmo das partes choráveis- que quando chegaram, me fizeram desidratar. É um livro sofrido, principalmente se você já perdeu um amigo pro câncer, então acho que o meu julgamento fica meio dividido: gostei, no geral, mas dói muito! Se tiver numas de chorar, eu recomendo!

Quem quiser o link pra downolad, é só clicar aqui!

Lição do dia

— Bem, há mais uma coisa em que acredito, William. Eu acredito naquilo que
vejo. Por isso sou um homem relativamente rico. Por isso sou um homem vivo. Em sua
maioria, as pessoas não acreditam no que veem.
— Não?
— Não. A menos que isso acompanhe algo em que elas já acreditam. Sabe o que
vi na drogaria que frequento? Aconteceu a semana passada.
— O que foi?
— Eles têm lá um aparelho de medir a pressão. Quero dizer, esse aparelho às
vezes aparece nos centros comerciais também, mas na drogaria é grátis. Você enfia o
braço por uma alça e aperta um botão. A alça se fecha. A pessoa fica lá sentada um
instante, tendo pensamentos tranquilos, enquanto o aparelho trabalha. A informação
surge no alto, em enormes números vermelhos e faiscantes. Então, a gente espia em
uma tabela, que diz “baixa”, “normal” e “alta”, para saber o que significam aqueles
números. Deu para entender? – Billy assentiu.
— Muito bem. Pois lá estou eu, esperando que o cara me dê um vidro do remédio
estomacal que minha mãe toma para suas úlceras. Então, chega um sujeito gordo,
bamboleando-se. Quero dizer, ele deve pesar uns bons cento e quinze quilos, seu
traseiro dá a impressão de dois cães brigando debaixo de um cobertor. Em seu nariz e
nas bochechas há um mapa rodoviário de beberrão e posso ver um maço de Marlboro
em seu bolso. Ele pega alguns daqueles protetores de calos Dr. Scholl’s e vai andando
para a caixa registradora, quando a máquina de tirar pressão atrai seus olhos. O cara
vai até lá, senta-se, e a máquina faz o que tem de fazer. No alto, surge o resultado.
Vinte e dois por treze, marca. Ora, eu pouco entendo as coisas do maravilhoso mundo
da medicina, William, mas sei que vinte e dois por treze está na categoria do arriscado.
Quero dizer, é o mesmo que andar por aí com o cano de uma pistola carregada
enfiado no ouvido, certo?
— Certo.
— Pois o que fez o imbecil? Olhou para mim e disse: “Estas merdas digitais estão
todas fodidas.” Então, pagou por seus protetores de calos e foi embora. Sabe qual a
moral da história, William? Certos caras – um bocado de caras – não acreditam no que
estão vendo, em particular se isso for contra a maneira como querem comer, beber,
pensar ou acreditar. Eu não acredito em Deus, mas se o visse, acreditaria. Não ando
por aí dizendo: “Bem, isso foi um grande efeito especial.” A definição de um imbecil é
“um cara que não acredita no que vê”. Pode escrever o que eu digo

A maldição do Cigano- Stephen King

Alguns fatos contextualizadores:

– Paciência: não trabalhamos. Pelo menos não comigo mesma e definitivamente não internamente. Desconfio que vá morrer de enfarto- mas no geral, ninguém diz.

– Costumo escrever mais quando estou triste/irritada/em crise, mas juro que não sou assim o tempo todo. Acho.

– Sempre me admiro com o tanto de egocentrismo e metidez existente nesse corpo tão sem auto estima. Um paradoxo assustador.

-Pretendo começar terapia daqui 2 meses. Talvez o nome do blog vire “pessoa sem gatos”, apenas- mas é dúvida. Torçamos.

-Eu sou uma pessoa extremamente a) perdida b) inadequada c) sem traquejo social. Mas já fui elogiada pelos conselhos e opiniões ponderadas. Vai entender.

-Tenho dificuldades em dizer não e quero que todo mundo goste de mim.

– Acredito em quase tudo que leio e sou mais influenciável do que gostaria.

– Gostaria de abolir o uso correto do verbo “lidar”, porque escrever “lhedar” é tão mais gostosinho! (aliás, também gosto de abolir os plural. E uso vezes demais a frase “eu tinha essa comunidade!”- saudade, Orkut, pra sempre em nossos corações!)

– Eu tenho palavra e odeio descumprir um combinado, o que me fode porque sempre acho que os outros farão o mesmo- e nem sempre fazem.

– Feminista que se irrita em mesa de bar e que sempre tenta aprender mais um pouquinho.

-Aparentemente me irritar é divertido.

– Tenho tendência ao oversharing,  quando vi já foi.

– Paixões: comer, meus amigos

– Minhas piadas são idiotas.

-Dificuldade de finalização é comigo mesma.

– Adoro listas.

Testando…de novo.

Eu sinto como se todos os meus primeiros posts (já fiz muitos!) começassem igual: blablablá, mais uma plataforma pra escrever, eu tenho x lugares em que eu posto (número que aumenta cada vez mais) e nem dou conta de todos mas mesmo assim olha eu aqui começando OUTRO blog, blablablá, whatever.  E aí é sempre um tempão pra deixar tudo bonitinho (nunca consigo) e mais um tempão pra saber o que escrever (muita pressão!) e aí no fim eu acabo voltando pra um fotolog velho e abandonado  que guarda minhas ridiculisses  todas e que eu posso escrever qualquer bosta porque  lá é brega, fotolog nem tá mais na moda e eu não sinto como se fosse “isso é sério, agora vai”. Bobagem extrema, claro, até porque ninguém vai conhecer esse blog, também, a não ser que eu peça então sou só eu sendo louca, como sempre. SURPREENDENTE.

A questão é que por mais que eu curta aquele cantinho empoeirado, onde eu vomitei praticamente todas as coisas retardadas que eu penso/sinto/passo por nos últimos sete anos (!!!), tô achando que já deu… que eu não sou mais aquela pessoa, ou pelo menos não quero mais ser,e que já tá na hora de deixar todos aqueles perrengues de lado e pelo menos tentar abraçar uns perrengues novos…

Então, a principio está inaugurado meu novo canto de falar bobagem…e pra terminar com uma frase recorrente… “vamo ver até onde vai!”